Avenida Valbom, 17 3B, Cascais, Portugal

3 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Recrutar no Nepal: o que as empresas portuguesas precisam de saber

O Nepal é o corredor de recrutamento mais estabelecido da Indica7, e há uma razão prática para isso: é um país com emigração laboral organizada há décadas, com agências licenciadas, processos consulares conhecidos e trabalhadores habituados a trabalhar fora. Nada disto é detalhe. É a diferença entre um processo que corre e um processo que encalha no primeiro pedido mal instruído.

A pergunta que as empresas fazem primeiro é sempre sobre competências, e a resposta honesta é que não se sabem à distância. É por isso que fazemos testes práticos no país de origem, antes de qualquer viagem. Um cozinheiro cozinha, um soldador solda. A empresa vê o candidato por vídeo e decide com informação, em vez de decidir por um currículo que ninguém consegue verificar a sete mil quilómetros.

A segunda pergunta é a língua, e aqui vale a pena ser claro: a maioria chega com inglês funcional e sem português. Em armazém, obra ou cozinha isso resolve-se em semanas com uma equipa que ajude. Em funções de atendimento não se resolve, e nesses casos dizemos que não. Colocar alguém numa função onde não consegue trabalhar é perder o trabalhador e a confiança do cliente ao mesmo tempo.

A parte que ninguém antecipa é a chegada. Uma pessoa que aterra em Lisboa sem saber onde vai dormir, como abre uma conta ou como chega ao trabalho é uma pessoa em risco de desistir antes do fim do primeiro mês, por muito bom profissional que seja. É a fase em que a colocação se ganha ou se perde, e é por isso que a receção, o alojamento quando é preciso e o primeiro dia acompanhado fazem parte do serviço em vez de serem um extra.

Sobre o processo legal há pouco a acrescentar que não seja já verdade para qualquer país fora da União Europeia: contrato primeiro, visto de trabalho pedido no consulado, registo na AIMA e na Segurança Social depois da chegada. O que o Nepal tem de particular é a quantidade de processos que já correram por ali, e isso conta quando alguma coisa foge ao previsto.

Uma nota final, porque é a pergunta que as empresas fazem em último lugar e devia ser a primeira: recrutar bem no estrangeiro é também recrutar de forma limpa. Documentação em regra, condições iguais às de qualquer outro trabalhador, e nenhuma cobrança ao candidato pelo lugar. Uma agência licenciada pelo IEFP responde por isto, e é o que separa este processo das histórias que às vezes se leem.

O próximo encontro pode ser o seu.

Precisa de pessoas?

Solicite uma proposta

Procura trabalho?

Candidatar-me